“Ter dor de cabeça vez ou outra é normal, mas quando ela acontece com frequência, é ideal procurar ajuda médica. Existem inúmeras causas para este sintoma, desde os mais simples até os mais complexos. Grande parte da população sofre de cefaleia tensional – aquela dor acompanhada de sensação de peso na cabeça, mais frequente no final do dia.

Em geral, a dor de cabeça tensional está relacionada à má postura, estresse, falta de sono, excesso de exercícios, fadiga visual, bruxismo, entre outras causas. Embora possa durar dias ou meses, ela costuma responder bem ao uso de analgésicos e outros medicamentos.

 Cefaleia tensional é diferente da enxaqueca – dor de cabeça cujas causas ainda não foram muito bem esclarecidas pela ciência. Ao contrário da dor tensional, sabe-se que a enxaqueca está associada a alterações no cérebro e é hereditária. Esta doença se manifesta em crises regulares, que podem ser acompanhadas de náusea, tontura, sensibilidade à luz, cheiros e barulhos.

Apesar de compartilhar os fatores desencadeantes da dor tensional, a diferença da enxaqueca é que a doença é debilitante, resultando num dos principais motivos de falta no trabalho. Suas crises, que variam de acordo com cada organismo, também são estimuladas por outros gatilhos, como variações hormonais, por exemplo. As mulheres podem sofrer de enxaqueca durante ou após a menstruação. Existem ainda alguns alimentos ou substâncias que quando ingeridos provocam as crises, como queijos amarelos, bebidas com cafeína (café, chás e refrigerantes), aspartame, glutamato sódico e frituras.

Ao contrário da cefaleia tensional, a enxaqueca não melhora com o uso de analgésicos, por isso são usados outros medicamentos. Ambas, porém, são classificadas como primárias, não estão relacionadas a outras doenças – característica das dores de cabeça secundárias.

Em casos mais raros, dores de cabeça podem ser sintomas de outros males mais graves, como sangramentos e tumores no cérebro, além de quadros infecciosos. No caso de tumores, a dor de cabeça é progressiva com aumento da intensidade. Já a dor associada a um aneurisma é forte e aguda. Sempre é necessário consultar o médico, que solicitará exames.

Nunca desconsidere a dor de cabeça. É importante descobrir as causas para se obter o melhor tratamento. A automedicação pode mascarar os sintomas e complicar a situação.”

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