“A exposição ao sol é mais intensa durante todo o período do verão, e com o final desta temporada, é recomendável tomar algumas providências para deixar a pele mais saudável. Afinal, os raios ultravioletas e os fatores ambientais como o vento e a poluição influenciam na saúde da nossa pele.

 A limpeza de pele consiste em promover o equilíbrio do pH da pele e remover todas as impurezas retidas nos poros, o que irá favorecer o equilíbrio da oleosidade, a redução de poros dilatados, a remoção dos comedões e a uniformidade da pele. A pele limpa permite maior penetração dos ativos contidos nos produtos de uso diário, ou seja, quem é disciplinado com o tratamento faz limpeza de pele frequente para os melhores resultados desejados.

 Já o peeling é aquele procedimento que auxilia na aceleração da renovação celular – que, normalmente, acontece a cada 21 ou 28 dias. São as células jovens que dão uma aparência mais saudável e luminosa à pele, deixando-a rejuvenescida. A diferença entre os diferentes tipos de peeling são os princípios ativos utilizados. Existem, basicamente, os peelings cosméticos – que podem ser feitos por profissionais de estética por serem mais leves e superficiais – e os cirúrgicos ou médicos, que exigem anestesia, internação e repouso. Neste caso, apenas os médicos podem executá-los.

Os peelings cosméticos precisam ser aprovados pela ANVISA – que determina o tipo e a quantidade de ácidos que podem ser usados. Estes tratamentos agem somente na epiderme e promovem esfoliação e renovação da pele. Trata-se de uma renovação celular bastante segura.

O peeling cosmético pode ser físico ou químico. O físico (ou mecânico) é aquele cuja ação se dá por atrito mecânico na camada córnea, realizado por pressão manual ou de aparelhos, com a ajuda de substâncias abrasivas. Já o peeling químico é realizado com a ajuda de substâncias que renovam as células, como os ácidos orgânicos. Há ainda os peelings biológicos – nos quais são utilizadas enzimas – e os ablativos, realizados com o auxílio de laser.

Ácidos

O ácido glicólico é um dos mais utilizados nos procedimentos de peeling. Por ter o menor peso molecular dentre as substâncias utilizadas, atravessa a pele mais facilmente, com absorção rápida. É muito usado em peelings de rejuvenescimento ou de combate a manchas. Considerado bastante seguro, o ácido mandélico penetra mais lentamente na pele, provocando menos efeitos adversos. É o mais indicado para pele negra. O ácido lático pode ser usado para peeling ou como hidratante. É um excelente coadjuvante em vários tratamentos. O ácido salicílico é específico para o tratamento de acne, pois remove os lipídios intracelulares. Há ainda o peeling com ácido ferúlico, que fornece hidrogênio e ajuda a neutralizar os radicais livres. Por isso, auxilia no combate ao envelhecimento, atuando como antioxidante. Ele também pode ser utilizado como coadjuvante em tratamentos de processos inflamatórios e, no Japão, faz parte da composição de alguns filtros solares.

Com cuidados e dedicação, a pele ressecada do verão pode voltar a ser a pele de pêssego que tanto sonhamos. Não perca tempo, corra atrás do prejuízo e sempre do que é melhor pra você!”

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Joyce Rodrigues
Farmacêutica Bioquímica. Pós-Graduada com MBA em Cosmetologia. Mestranda na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Diretora científica do Instituto Mezzo de Cosmetologia e Estética. Fundadora do Instituto Joyce Ribeiro, que leva à população menos privilegiada tratamentos de beleza.

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